Solidão...

É engraçado quanta gente costuma reclamar da solidão quando chega o fim do ano. De algum modo, porém, eu costumo me sentir só muitas vezes... Parece errado admitir, mas é a verdade. Existem solidões dentro de nós e admiti-las é parte do processo de crescimento que Deus tem para nós. Solidões de amores perdidos, solidões de sonhos não-realizados, solidões de decepções as mais diversas. Solidão da gente mesmo, quando as coisas parecem fora de controle, quando a gente faz coisas apenas para cumprir tabela, quando parece que a criatividade toda se esvaiu e ficou apenas a agenda. Solidão que este mundo não dá tempo pra gente ser feliz.
Solidão que dói tanto que a gente pode estar um dia dirigindo por uma estrada deserta e parar para gritar enquanto ninguém escuta. Porque o pior da solidão é não poder falar dela sem parecer incrédulo, apóstata (termo que carrega certo ar amaldiçoado! Cruz e credo! Rs!) ou desviado (as pessoas têm pena de você, mas não sabem o que fazer. Triste, profundamente triste).
Solidão como a que Maria deve ter sentido, sem a ajuda da mãe, da avó ou da parteira na noite em que teve seu primeiro bebê. Solidão que José deve ter segurado no fundo do peito enquanto não sabia onde pôr as mãos para ajudar a trazer ao mundo um filho do qual ainda tinha dúvidas e questionamentos. Solidão de pastores ansiando pelo nascer do sol, quando os ursos e lobos se resguardam em suas tocas. Solidão que dói.
Solidão tão absoluta e profunda, tão verdadeira e humana que é mesmo um milagre que anjos possam aparecer cantando enquanto a gente sofre tanto... Silêncio de alma que só anjo pode quebrar... Paz na terra aos seres humanos... Enquanto sofremos na solidão, Deus se aproxima, porque nos quer bem...

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