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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

Viver pela fé

Viver pela fé, esta foi a grande descoberta de Martinho Lutero, responsável por sua conversão e por elevá-lo à categoria de reformador. É bem verdade que um conjunto de fatores históricos, sociais e espirituais contribuiu para que ele fosse a pessoa certa, no lugar certo, a fim de promover a renovação que a Igreja, caída nas trevas do obscurantismo e da tirania eclesiástica e política, estava necessitando profundamente. Mas Martinho não foi reformador sozinho. Antes dele, contemporaneamente e também depois, muitos outros homens e mulheres deram sua contribuição para manter a renovação na vida da Igreja, de modo que a fé não fosse engessada pela estrutura.
Temos uma tendência perigosa escolher e eleger líderes que, vistos isoladamente, são marcos, “estrelas” e “salvadores da pátria”. Esperamos que apareça alguém que resolva o problema, que reforme a Igreja. Um pastor, um bispo, um evangelista, um líder... alguém que resolva o problema. Mas a vivência da Igreja não se dá a partir de pes…

Ricardo Gondim - quando as palavras dos outros poderiam ser as nossas...

Desilusão e desencanto.
Ricardo Gondim.

Despeço-me do ano. Minhas alegrias, bem como as tristezas, foram numerosas e intensas. Surpreendi-me com ressurreições e chorei mortes; dancei nos salões da felicidade e arrastei-me nos charcos do desgosto; abri os braços para acolher quem voltava e, impotente, vi as costas de quem partia.


Esse foi o ano das desilusões e dos desencantos. E eu espero não misturar esses dois sentimentos. As ilusões não passam de idealizações; os encantamentos, estados de admiração. As ilusões baseiam-se em falsidades, elas são miragens; os encantamentos nascem de apreciações da realidade. As ilusões vestem as nossas mentes de fantasias; os encantamentos veem de percepções claras da vida.

Iludi-me com a nobreza institucional; acreditei piamente que a igreja que me rodeava era “a Igreja” de Jesus – por favor, perceba os “is”, minúsculo e maiúsculo. Por anos, dei-me completamente a uma versão do cristianismo que eu percebia como a única, a mais verdadeira, a melhor d…