Reflexões para o ano novo

Eu sou bastante resistente a expor ideias que possam gerar polêmicas. Sou conciliadora ao extremo. Embora algumas pessoas me achem bastante "brava", posso garantir que dou o boi e a boiada para não entrar na briga. Tento até o limite da exaustão ter que dizer um "não" a alguém. O resultado não tem sido muito positivo, para dizer a verdade. Embora as pessoas ao redor possam se sentir felizes, eu muitas vezes pago o preço das minhas mágoas interiorizadas e trago cicatrizes de dores bem profundas.
Choro à toa. Meu Deus! Aproximando-me dos quarenta (bem, ainda falta um tempinho, mas eu tenho mania de sofrer por antecipação!), fico com os olhos vermelhos como adolescente. Sofro pelos outros, que parecem não preocupar-se consigo mesmos e vislumbro suas dores como se minhas fossem. E sofro. Ponto final. Já tentei mudar, mas talvez, ao menos nisso, o Dr. House tenha razão: "People don't change". Embora eu continue crendo que Jesus changes people. Rs...
Por conta de tudo isso supracitado, tenho dificuldades em dizer certas coisas que me vão ao coração. Tenho receio de parecer moralista - mas a moralidade não saiu de moda, mesmo estando em queda nas passarelas da vida.
Eu acredito que as pessoas que seguem trilhas erradas para afirmar pontos de vista que a princípio poderiam estar certos perdem sua razão. Não acredito em gente que quer ser fiel a Deus e, ao mesmo tempo, faz e acontece como se tudo fosse válido em nome da fé, não importam os rótulos que deem a si mesmos ou que recebam dos outros. Na verdade, temos de admitir que muito do que temos defendido como interesse de Deus, do reino ou da Igreja não passa de briguinha particular por poder. E tem cheirado mal às narinas de Deus. Creio que haverá menos rigor para Sodoma e Gomorra do que para nós, que temos envergonhado o nome de Deus em defesa de interesses não mais que humanos. Ou desumanos...
Bem que eu gostaria que fosse ano novo, vida nova... Queria chorar menos em 2011. Talvez assim, eu parecesse menos brava...

Comentários

  1. Vc não é brava... É correta, e isso não é um defeito. Adoro vc!

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