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Mostrando postagens de Abril, 2011

A fé e o medo (Salmo 27)

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O comentarista Arthur Weiser (WEISER, 1994, p. 177) diz que este salmo é composto por duas partes (1-6 e 7-14), que são dois vigorosos hinos: um fala da confiança em Deus e o outro consiste na lamentação de um homem necessitado de ajuda num momento de grande tribulação. Estes dois cânticos teriam sido unidos num só salmo porque trazem algumas expressões similares. Eu gostaria, portanto, de meditar com você acerca da primeira parte, dos versos 1-6. A estrutura do texto é muito simples: os primeiros três versículos falam da confiança em Deus de forma contundente e os versículos 4-6 ressaltam o desejo do salmista por intimidade para com Deus. Fé: luz e proteção O incompreendido Kierkegaard dizia que a “fé é um salto no escuro”. Ele dizia isso porque entendia que a fé, quando totalmente explicada e definida, não é fé. A objetividade anseia a tudo entender, mas se sabemos tudo sobre Deus, Ele deixa de ser Deus, o totalmente outro, o incompreensível, o transcendental. Como não podemos entendê…

Nossa vida nos planos de Deus

Rick Warren, no livro “Uma vida com propósito”, afirma que “é somente em Deus que descobrimos nossa origem, nossa identidade, o que significamos, nosso propósito, nossa importância e nosso destino. Todos os outros caminhos levam a um beco sem saída” (p. 18). A palavra de Deus diz que aquele que anda nos caminhos do Senhor é como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, que dá fruto no devido tempo (Salmo 1.1). Jesus nos diz que ele é a videira verdadeira, o Pai é o agricultor e nós, os ramos. Somente firmados na videira é que nossa vida pode ser verdadeiramente alimentada e produzir frutos. Estes textos nos lembram que nosso propósito na vida é produzir os frutos para os quais fomos criados; osfrutos bons, que Deus tem para nós. Contudo, por causa do pecado, este fruto bom foi contaminado. Precisamos ser enxertados novamente na videira verdadeira, a fim de produzirmos os frutos originariamente sonhados por Deus para nós. Somos convidados e convidadas por Deus a viver a aventura de…

Poema: Nada era dele (Gioia Junior) - A propósito da Páscoa

Disse um poeta um  dia, fazendo referência ao Mestre amado:
"o berço que Ele usou na estrebaria, por acaso era dele? Era emprestado!

E o manso jumentinho, que em Jerusalém chegou montado e palmas recebeu pelo caminho,
Por acaso era dele? Era emprestado!

E o pão - o suave pão, que foi por seu amor multiplicado alimentando a multidão
Por acaso era dele? Era emprestado!

E os peixes que comeu junto ao lago, ficando alimentado. Esse prato era seu? Era emprestado!

E o famoso barquinho?
Aquele barco em que ficou sentadoMostrando à multidão qual o caminho
Por acaso era seu? Era emprestado!

E o quarto em que ceou ao lado dos discípulosAo lado de Judas  que o traiu, de Pedro, que o negou
Por acaso era dele? Era emprestado!

E o berço tumular, que depois do calvário foi usadode onde havia de ressuscitar
Por acaso era dele? Era emprestado!

Enfim, nada era dele!
Mas a coroa que Ele usou na cruz era dele!
E a cruz que carregou e onde morreu,Essas eram de fato de Jesus! "

Isso disse um poeta certa vez, numa…

Eu creio, apesar das dúvidas. E pergunto, por causa da fé.

Não gosto de ouvir as pessoas me dizerem que não se pode questionar Deus sobre as coisas ruins que acontecem. Questionar é parte do ato de aprender, e na Palavra está incluído o ponto de interrogação. Foi a partir de uma pergunta que Jesus deu uma das mais belas lições de vida e adoração, para a mulher samaritana, no Evangelho de João. Creio - embora pareça paradoxal - que minhas dúvidas é que sustentam minha fé. Minhas perguntas me permitem aprender o novo sobre Deus, de modo a não me deixar enjaular pela institucionalidade da religião e depois tombar, resignada e no sentimento da falsa liberdade, para abrir mão de Deus, como muitos fazem. Não deixam a fé, como querem transparecer, mas se cansam. E se cansam exatamente porque sua razão se obscurece quando chega a um beco sem saída. Pode ser que a fé seja uma válvula de escape para muitos frente às contradições da vida. Para mim, muitas vezes foi. Quando a situação estava tão aterradora que, de fato, não havia saída, se eu abrisse mão…