A presença pública da Igreja

Desde que estou aqui em Cataguases, tenho recebido diversos convites para participar de momentos celebrativos na vida da cidade, os chamados "atos ecumênicos". Certa vez, enquanto falava aos formandos de gestão ambiental e serviço social, li o texto de Lucas 4.18, quando Jesus, na sinagoga, disse: "O Espírito do Senhor está sobre mim"... Falei a eles que buscar a Deus somente nos momentos de tristeza ou fazer dele uma desculpa para vestir roupas bonitas e celebrar rituais, de nada vale. Também lembrei o fato de que muitos procuram os pastores nos momentos de luta e perda e poucos se lembram de agradecer. Li uma meditação do No Cenáculo, na qual o autor indaga: "Você está cumprindo o propósito de Deus para sua vida?" Reafirmei que somos criados por Deus para um propósito, inclusive que eu estou sempre perguntando a mim mesma qual o propósito de Deus em estar ali, falando para eles. Que eu ansiava por deixar-lhes uma palavra que pudesse alertá-los sobre a presença de Deus na vida cotidiana e que nossa vida não se resume aqui. Teremos de responder a ele quanto a nosso espaço na eternidade.
Eu sempre me questiono quanto à relevância de minha presença nesses momentos. Sei dos embaraços que parece ser a alguns. Sei que a maioria dos ouvintes está ali por um motivo banal, que amanhã talvez não se lembrem amanhã do que foi dito. Sei da banalidade de achar que todas as religiões são iguais, porque, afinal, não são mesmo. Talvez estejamos ali falando apenas para nossos correligionários... Mas, se existe alguém que deseja ouvir, deve existir alguém que deseje falar... Isaías fazia a pergunta básica: Como ouvirão? Como crerão?

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