Conversa de pé de ouvido...


Ali, naquela curva da estrada, sente-se comigo, amigo, vamos conversar. Tem tanta estrada nesta vida, tanta pedra, tanta poeira, que a gente parece mais cansar. E esquece que a vida é mais que andança, é também riso e também dança, é sentar e papear. Então, me conta sua vida, sua história, sua ferida e também o seu curar. E me escuta com paciência, que na vida essa ciência a gente não pode testar. Vem mais perto e nesta prosa, mostra o espinho, mostra a rosa, mostra a semente a se plantar. Que o tempo corre ligeiro, sem parada, sem rodeio, sem menos a gente esperar. E com ele a melodia desta vida tão pequena e tão grande como o mar. E no final do dia, depois da lida e do choro, da lágrima e do consolo, é o amigo que vai restar. Esse que aguenta o tranco, que segura com a gente o laço, que conforta o coração. Amigo mesmo do peito, amigo de qualquer jeito, amigo que vira irmão...

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