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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

Uma igreja digna do seu nome (Atos 11.19-26)

Sermão do culto de posse na Oitava Região Eclesiástica da Igreja Metodista Brasília, 04 de fevereiro de 2017
Na cultura bíblica e também na nossa, o nome é algo muito importante. Ele está ligado a tradições de família, histórias que cercam o nascimento, memórias a resgatar... Do mesmo modo, a gente aprende a preservar o nome: “não pode ter nome sujo na praça”; “tem que honrar o nome da família”. O nome marca, qualifica, dignifica ou traz desprezo, opróbrio... Muitos exemplos encontramos, desde Esaú, Jacó, Jesus, até Icabode, cujo nome marca um momento de derrota e tristeza. Certa vez, Alexandre, o Grande, conquistador da Grécia, julgou um jovem que havia abandonado o campo de batalha. Era um soldado novo, coitado, inexperiente... mas a acusação era grave. Então, o conquistador perguntou: Como é o seu nome, garoto? E o jovem respondeu: Alexandre, senhor! Então Alexandre ergueu-se e exclamou com o dedo em riste: “Então, mude seu proceder ou mude de nome!”. Um covarde não poderia ser ch…

"A quem me confessar..." - promessas em Mateus 10.32-33

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Dietrich Bonhoeffer, escrevendo da prisão para um de seus estudantes, à luz de 2 Coríntios 1.20 (“Quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o ‘sim’. Por isso, por meio dele, o "Amém" é pronunciado por nós para a glória de Deus”), declarou: “Deus não cumpre todos os nossos desejos, mas todas as suas promessas”. É o conhecimento das promessas de Deus que mantém nosso firme propósito e nos recoloca na intenção dos desígnios realmente importantes para Deus, com os quais Ele mantém Sua Palavra. Nesses tempos atuais, em que proliferam teologias e práticas que têm o ser humano como centro, que focam nas nossas necessidades e no que queremos, prometendo coisas que Deus não promete, é bom entender a diferença entre nosso desejo e o compromisso de Deus para conosco. Como dizia a minha mãe, é preciso saber a diferença entre o que você quer e o que você precisa. A Palavra de Deus é nosso norte e o Espírito Santo é nosso guia para essa jornada. Porém, nem sempre é…

Chamado e envio

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Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça. (João 15:16)
Quando falamos a respeito de nossa tarefa vocacional, normalmente a conceituamos como “chamado”. Recentemente, durante um encontro de famílias pastorais, o pregador wesleyano Elizeu Gomes nos apontou uma possibilidade interpretativa muito interessante, a qual ainda não me ocorrera, sobre o tema do chamado. Ele disse que a gente costuma confundir-se, pois Jesus nos envia ao ministério – seja o leigo ou o clérigo – mas o Seu chamado é um só. O chamado a estar com Ele, em relacionamento. Se somos capazes de nos manter de modo atrelado ao relacionamento, descobriremos sempre a capacidade de acatar o envio. Esse seria o “segredo” de uma vida bem-sucedida e de um ser preenchido pela alegria e o gozo divinos. Concordo com essa perspectiva. Ela me anima e me enche de esperança. Quero compartilhá-la com você, a quem Jesus também convidou para a grande av…