Retorno

Meus pés cansados que voltam pelos mesmos caminhos
com percursos nunca dantes visitados...
Já dizia Tales que o rio nunca é o mesmo, nem a gente...


O caminho de volta é sempre outro caminho
o antigo amor é sempre novo amor
e a gente às vezes nem é mais...


Voltar, quem dera! Não é mais possível
depois que passa fica a memória, a lembrança embaçada
e o que a gente pensa que não é o que não foi.


Voltar pode ser apenas olhar para trás
enquanto se dá um passo adiante
mas sem esse olhar o futuro assombra mais.
Então me acomodo nos braços de quem me segura
e fecho os olhos por um momento em busca de conforto...
talvez o retorno seja apenas esta sensação que tranquiliza
e a ideia de que, alguma vez, antes, eu estive aqui...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O sonho de Jacó (Gênesis 28.12)

Isaías 6.1-8 A brasa do altar

Pagar o preço