Um sonho de liberdade - Gálatas 5

Uma das maiores necessidades humanas é a liberdade. Essa palavra está na base da constituição  de quase todos os países democráticos e autônomos politicamente. Sempre recorremos a ela quando sentimo-nos cerceados em nossa vontade de fazer alguma coisa. Muita gente a conecta a um status econômico, social, político. As crianças e adolescentes imaginam que serão livres quando não precisarem prestar contas a ninguém. Ao crescer, descobrimos que, por esse prisma, nunca seremos, de fato, livres.
O pensador Rosseau diz que “o homem nasceu livre e em toda parte se encontra algemado”. Ele compreende que, muitas vezes, uma sociedade pode impor sobre as pessoas humanas muitas coisas que as aprisionam, sem que elas ao menos se deem conta disso.
Por outro lado, Aristóteles dizia que uma pessoa livre é aquela que é senhora de sua vontade e escrava de sua consciência. Isso é, a pessoa realmente livre não é aquela que faz o que quer, mas aquela que sabe fazer melhores escolhas.

Portanto, a liberdade implica maturidade. Tanto para perceber o que nos aprisiona em nosso caráter, desejos, vontades e de que maneira podemos criar consciências fortes o suficiente para romper os mais perigosos grilhões e algemas: aqueles que não podemos ver e que são os mais difíceis de romper.
O apóstolo Paulo nos afirma que a liberdade em Cristo não é para dar ocasião à carne. Para os profetas bíblicos, o homem realmente liberto era aquele engajado nas causas da justiça, da retidão, do amor a Deus e ao próximo. Poderiam estar em cadeias, mas agiam como pessoas livres porque seus corações não estavam atados a práticas corrompidas. Que desafio!
Em tempos de corrupção, denúncias diárias contra políticos e desânimo e desesperança, nos lembramos de homens e mulheres do passado que deram suas vidas pela causa da liberdade. As cadeias, prisões e penas não limitaram seus espíritos. Fossem eles religiosos, políticos, escritores ou pensadores livres, esses seres humanos extraordinários deixaram sua marca na história não porque fizeram o que quiseram, mas o que era necessário. Eram livres. Não podemos fazer, como igreja, menos do que eles. O desafio nos está dado.

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