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Mostrando postagens de Dezembro, 2008

Jesus, esperança para o ano todo

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Houve um homem que ao tomar o Jesus criança nos braços, experimentou a alegria da espera terminada e profetizou um futuro melhor para o seu povo. É Simeão, um homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel, segundo nos conta Lucas 2.25-35.
Simeão vivia em Jerusalém e, como um fiel servo de Deus, aguardava ansiosamente o messias prometido pelos profetas. Ele tinha convicção em seu coração, pelo Espírito Santo de Deus, de que não morreria antes de ver o enviado de Deus. O seu encontro com o menino Jesus acontece no templo, na ocasião da apresentação do bebê na Congregação, como ordenava a Lei, aos oito dias de vida. Simeão, ao ver Jesus, o toma nos braços e louva a Deus com um cântico que revela toda a sua fé nas promessas: agora ele podia descansar em paz, pois os seus olhos já tinham visto a Salvação para todos os povos. Em seguida, entrega uma palavra dura à Maria, mãe de Jesus: este menino está levantado para ser contradição: Sua alma será traspassada para que se manifeste…
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Amigos e amigas,
que este seja o Natal da esperança. que este seja o Natal de uma nova visão: as mesmas pessoas, as mesmas ruas, as mesmas vidas mas novos olhos permitem novas descobertas. Que este seja o Natal de quem dança na chuva, lavando o corpo e a alma das dores, das mágoas, das memórias ruins que o tempo ameniza e o amor de Deus pode curar e renovar. Que este seja o Natal da esperança porque quem espera sempre alcança E eu espero, espero e espero porque às vezes, mesmo quando o choro dura uma noite inteira, é possível ver as estrelas e a lua por entre as lágrimas e só aquele que chora toda uma noite sabe como são lindos os primeiros raios da manhã! Que este seja o Natal da esperança para que nossas reconstruções sejam mais amplas, mais bonitas e mais sólidas, com janelas maiores por onde possa entrar o sol. Que este seja o Natal da esperança porque o sol da justiça vem nascendo sobre nós e podemos levantar e resplandecer porque a glória do Senhor vem nascendo sobre nós... Feliz Natal de esperança! Fel…

Enchentes em Cataguases: "Se as águas do mar da vida..."

O antigo cântico me veio à mente ao ver a tragédia que se abateu sobre a nossa cidade de Cataguases. Diversos de nossos amigos, conhecidos, vizinhos e irmãos da Igreja foram atingidos. Andando pela cidade nesses dias, vê-se o clima de abatimento, de dor, de perda. Certamente 2009 começará com uma batalha a mais pela sobrevivência, pelo reerguimento. O comércio de nossa cidade foi atingido, havendo grandes perdas, o que afetará toda a economia da cidade, ameaçando empregos e o consumo. O Natal, no seu aspecto comercial, será negativo para muita gente. Prejuízos se somam. Vidas foram perdidas, tanto aqui em Cataguases quanto em outras cidades mineiras. A ajuda humanitária que se destinaria a Santa Catarina agora se faz necessária aqui também. Choramos, porque temos mesmo de chorar e nos lamentar. A dor é grande. Esta é uma cidade de gente pobre, humilde e trabalhadora. Gente que lutou para ter o pouco que tem. Em meio a isso, me veio o hino: “Se as águas quiserem te afogar, segura na mã…

Três ministérios na vida de Jesus: a manjedoura, o barco e a cruz

A madeira é a base sobre a qual muitas coisas são construídas. Olhando o ministério de Jesus, podemos encontrar o símbolo da madeira presente em, pelo menos, três momentos marcantes. Quero refletir sobre isso considerando o tema do culto de hoje e também o momento litúrgico que estamos vivendo, o Advento, em preparação para a chegada do Natal...

Primeiro símbolo: a manjedoura
Maria “teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lucas 2.7). A manjedoura recebeu Jesus em sua chegada a este mundo. Quando todas as placas dos hotéis, pousadas e hospedarias diziam: “Não há vagas”, a manjedoura cedeu a dureza de seus contornos e a maciez rude de seu capim para acolher e aquecer o Deus menino que nasceu.
O que a manjedoura ensina para nós? A doação, a entrega, a adaptação à necessidade do outro, a acolhida e o afeto. Jesus disse, certa vez: “Cada vez que fizerdes a um desses meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste…

Solidão...

É engraçado quanta gente costuma reclamar da solidão quando chega o fim do ano. De algum modo, porém, eu costumo me sentir só muitas vezes... Parece errado admitir, mas é a verdade. Existem solidões dentro de nós e admiti-las é parte do processo de crescimento que Deus tem para nós. Solidões de amores perdidos, solidões de sonhos não-realizados, solidões de decepções as mais diversas. Solidão da gente mesmo, quando as coisas parecem fora de controle, quando a gente faz coisas apenas para cumprir tabela, quando parece que a criatividade toda se esvaiu e ficou apenas a agenda. Solidão que este mundo não dá tempo pra gente ser feliz.
Solidão que dói tanto que a gente pode estar um dia dirigindo por uma estrada deserta e parar para gritar enquanto ninguém escuta. Porque o pior da solidão é não poder falar dela sem parecer incrédulo, apóstata (termo que carrega certo ar amaldiçoado! Cruz e credo! Rs!) ou desviado (as pessoas têm pena de você, mas não sabem o que fazer. Triste, profundamente…

Priscila, inteligência e sensibilidade a serviço da vitalidade do Evangelho

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Quem é Priscila? A mulher de Áquila, é claro! No tempo de Jesus, as mulheres muitas vezes se faziam conhecer por seu pai ou por seu marido. Era a Priscila do Áquila. Priscila que muda e inverte a ordem das coisas, de um temperamento forte, com certeza. Se não for assim, como explicar que falemos, quase sempre, colocando o nome dela à frente do nome do marido, num tempo em que esta não era a ordem natural das coisas?
Priscila, também chama de Prisca (2Tm 4.19), era uma mulher com um chamado. Junto com seu esposo, havia experimentado a tristeza de ser expulsa pela perseguição imposta pelos romanos ao povo judeu, expulsando-o de Roma (At 18.2). Trabalhava num ofício pesado, fabricando tendas, e abriu sua casa para hospedar um recém-conhecido, que tinha idéias religiosas diferenciadas; pois Áquila era judeu e Paulo, cristão (v.2-3).
Logo Priscila se revela uma mestra cristã. Ao conhecer o novo pregador Apolo, ela percebe seu potencial e decide “lapidar o diamante bruto”. Junto com seu espos…