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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

Sempre novo, sempre o mesmo. (Salmo 77)

As doenças que enfrentamos ao longo da nossa vida são duras e difíceis. Algumas delas roubam o sossego; outras roubam os recursos duramente guardados. Mas, para mim, as mais difíceis de enfrentar são aquelas que nos roubam as lembranças, os afetos, as dores do passado. As doenças que nos fazem esquecer... Sei que hoje eu gostaria de ter várias memórias retiradas de mim. Mas amanhã, elas podem significar uma trajetória de vitória que eu quererei lembrar. Esse conflito entre lembrança e esquecimento está presente no Salmo 77 e nos faz pensar sobre coisas que mudam e coisas que permanecem.
Os dias de outrora Lembrança é algo esquisito... às vezes, confundimos nossos sentimentos com as coisas que realmente aconteceram. Nossas lembranças passam sempre pelo crivo das nossas emoções. Se nós mudamos nossos sentimentos sobre aquele fato, a tendência é que a lembrança ruim se amenize e talvez até se torne mais terna, mais querida para nós. Um exemplo disso é quando falece alguém. A dor iminente, …

O furto

De mim podem ter furtado um objeto, mas deles roubaram a esperança.
Um coração roubado de esperança não sonha... Objetos se recuperam; é difícil tirar segunda via de esperança. É duro olhar nos olhos de uma mãe e ver vergonha, Um sentimento de que falhou – quando falharam com ela O mundo, o sistema, a vida, o companheiro que nada deixou Senão suas marcas de egoísmo e ganância.
De mim podem ter furtado um objeto, mas deles roubaram os sonhos E é por isso que eles pegam o que não lhes pertence Porque o que era seu não está mais lá – a credulidade no mundo. Cabeça de gente grande em corpo de gente pequena – paradoxo insuperável. Nunca dá certo... gente pequena deve ser o mundo grande, como um parque de diversões, Uma grande aventura... Mas olhos de gente grande em gente pequena só vê o errado – e aprende o mal.
De mim podem ter furtado um objeto, mas deles roubaram a inocência. E eu senti vergonha no alto de meus saltos, eles de pé no chão Tendo de ouvir sermão em vez de contos de fadas... Uma vez só eu …

Outro salmo fora dos Salmos: uma canção com cheiro de criança (publicado na Voz Missionária)

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Lucas 1.67-79
Outra vez recorro a um salmo fora dos Salmos para falar de criança. No Natal, o cântico de Maria inspirou nossa coluna. Agora, trago à memória a canção de um pai, celebrando a chegada de seu filho, sua esperança, sua memória e seu nome para a posteridade. Numa casa de sacerdote, onde o culto devia emanar em cada palavra, um novo som se faz ouvir. Não é um alaúde, não é uma cítara, não é uma harpa. É um choro de criança que faz salmodiar... Ele divide seu canto em duas partes: uma que fala do passado (68-75) e outra que fala do futuro (76-79). A festa pela chegada de seu filho lembra a Zacarias toda a tradição do seu povo e toda a esperança que ele sempre carregou consigo. Tudo isso explode numa expressão de louvor, conhecida como “Benedictus”.
Bendito seja o Senhor, que visitou e redimiu o seu povo... plena e poderosa salvação Certa vez, li um pensamento que dizia algo parecido com “cada criança que nasce é um sinal de que Deus ainda acredita na humanidade”. Uma espécie de vo…

Vídeo da juventude metodista... ser crente é ser feliz, né?

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A galera metodista resolveu investir numa nova carreira... produzindo clipes... são os nossos jovens... Que tal ajudá-los na sua meta de conseguir 1 milhão de acessos? De risos? Não, lá no youtube mesmo... Segue o link e veja no que dá...
http://www.youtube.com/watch?v=5t-jMcmCxmo

Uma real mudança de vida: a superação da inconstância (Salmos 106- 107)

Uma brincadeira de criança Quando pequena, eu gostava da brincadeira de despetalar flores enquanto falava: “Bem-me-quer, mal-me-quer...”. A brincadeira tinha a ver, não raro, o desejo de adivinhar se o rapazinho que a gente achava “gatinho” gostava ou não de nós. O problema dessa adivinha infantil era a inconstância do processo. Dependente do número das pétalas da flor, o amor nunca era seguro... e persistia a dúvida. Essa brincadeira parece ser uma parábola da relação do povo com Deus, conforme expressa no salmo 106. E se assemelha, em muito, à vida de muita gente hoje, em nossos arraiais cristãos. Gente que conhece ao Senhor, mas precisa firmar-se. Dependentes das circunstâncias, às vezes elas se pegam dizendo, com suas atitudes: “Tenho fé, não tenho fé... Tenho fé, não tenho fé...”
Bondade e fidelidade: atributos divinos (v.1) O salmo começa celebrando a Deus por sua bondade e fidelidade. Esta segunda qualidade de Deus é sempre exaltada na Bíblia, particularmente porque contrasta prof…