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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

As próximas eleições

Ao mesmo tempo em que recebo fofocas desgovernadas, as informações sérias estão circulando. Tenho lido os blogs e revistas que trazem matérias sobre o assunto. Confesso minha decepção com uma série de expectativas frustradas em relação ao governo. Fico pensando se os avanços ocorridos não se devem mais à conjuntura dos fatos do que à direção presidencial propriamente dita. Fico desconfiada quando vejo tantos escândalos surgindo. O que sabemos não me preocupa; tenho medo é do que não sei...
Se afirmo que não acho correto indicar candidatos em quem votar, tenho plena clareza de que os líderes, sejam religiosos, educacionais, políticos, etc., podem e devem, ao menos, dizer em quem não fazê-lo. Quando era pastora no Espírito Santo e explodiu o escândalo dos sanguessugas (lembra?), em nossa igreja fomos os primeiros a elaborar uma lista dos candidatos envolvidos, ligados à famigerada bancada evangélica, e dizer aos membros da Igreja que deveriam ignorar aqueles nomes no próximo pleito. Definitivamente, eles não eram dignos da representatividade a que se propunham. Quem está envolvido em escândalo não pode, a meu ver, dizer que me representa, sob pena de me colocar no mesmo saco...
Conhecer o passado do candidato é importante. Difícil, reconheço, é fazê-lo quando a maquiagem midiática entra em ação. Que passado é este? É claro, porém, que as pessoas podem e, efetivamente, mudam. Mas fica sempre a dúvida de saber até onde.
Pensar com a própria cabeça, conversar, discutir, argumentar... isto é muito importante e saudável. Alimenta nossa esperança de que possamos ter uma visão melhor acerca da realidade. Como jornalista, fico triste em perceber o cerceamento da liberdade de expressão a que o governo tem submetido uma série de jornalistas e empresas. Como pastora, tenho receio, sim, de que tanto nossa incompetência argumentativa quando o poder estatal acabem por prejudicar a proclamação autêntica da Palavra de Deus. São questões políticas, mas nada na política é isolado, como afirma Bertold Brecht em seus textos nunca tão atuais! O analfabeto político está mais vivo do que nunca... dele temos de ter medo, pois as consequências são danosas... Quando o justo governa, o povo se alegra, diz Provérbios. Mas os justos parecem rarear cada vez mais. Quando a pessoa sobe ao poder, parece que é possuída pelo espírito da soberba e perde sua identidade. Ou se deixa dominar pelas próprias ideias e não é mais capaz de ouvir a diversidade de vozes que necessitam ser ouvidas. Só sobra a mordaça, o peso da lei, as dissimulações...
Ainda bem que teimosa é a fé no Deus vivo, que olha sempre acima das circunstâncias! Deus nos ajude em nossas decisões. E nada de ficar olhando apenas para a presidência. Precisamos de bons pensadores e pensadoras legislando! O executivo é apenas um braço, embora poderoso. Se o Senado e a Câmara cumprirem adequadamente seu papel, muitos equívocos são impedidos. Se a gente vota no Tiritica, sim, pior, muito pior, é que fica!

O povo do coração aquecido

“O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17, Habacuque 2:4, Gálatas 3:11, Hebreus 10.38) Uma experiência de mais de um dia John Wesley era um jov...