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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ainda é sexta-feira

A agonia do Calvário começou ontem, quando, reunido com seus discípulos, o Mestre amado comeu e bebeu sua última refeição. Quando ele orou sozinho, pedindo forças para beber a amargura da morte, enquanto seus companheiros dormiam... Bem disse o evangelista que foi de tristeza, mas muita gente sabe que a causa de sua insônia é o peso da dor que carrega no coração... Eles dormiram, sim, mas acho que foi mesmo de incompreensão, de indiferença até, de achar que nada daquilo seria realmente possível...
Mas, agora, é inegável... Hoje é sexta-feira e o mal está feito. O beijo roubado da traição já foi dado. E todos ouviram quando o galo cantou. O que pouca gente viu foi o choro da vergonha, do arrependimento, da convicção da verdade quando bate fundo na alma de um discípulo duro e turrão... Menos gente ainda viu o mal irremediável do remorso, a corda tensa da culpa, da ignorância tão extrema do amor perdoador do Pai, que não o nega a ninguém...
Sim, hoje é sexta-feira. Era madrugada quando começaram os açoites e zombarias. O dia chegou, mas com ele nenhum alívio para o preso inocente. As horas se aproximam, agoniantes, proclamando o Calvário que virá. Nenhum pedido especial pela última refeição, nenhuma visita dos parentes, nenhum ministro religioso para ouvir a confissão e o possível arrependimento do condenado. Somente ele, os soldados, a tortura e a cruz.
De fato, hoje é sexta-feira. Começa a caminhada, a via dolorosa, uma tortura a mais, não imposta aos demais, mas que ele sofreu na pele já exposta, cortada, ferida, ardente e sedenta. Ele carrega a cruz e, nela, o peso do pecado de toda a gente. Só hoje, em 2007, são sete bilhões de almas a serem remidas... Imagine quantas foram ao longo de toda a história. Só de pensar nisso já vejo um milagre: só o filho de Deus poderia mesmo carregar tamanho peso e alcançar o Gólgota ainda vivo. Só o peso do meu pecado me faz cair tantas vezes ao longo de uma vida tão pequena... não consigo imaginar o que é o pecado de uma eternidade de anos desde o sexto dia da criação...
Coincidência ou não, no sexto dia da semana, na sexta-feira, começou a subida para o alto de um monte, em busca de um novo homem, uma nova mulher, que estes que hoje aí estão trazem a marca desfigurada da imagem de Deus. E a restauração passa pela dor de uma morte tão cruel. Quem poderia imaginar esse tal horror?
Sim, mas é sexta-feira. Três horas da tarde, enfim, depois de uma eternidade ali, de dor, cansaço, febre, sede, calor, alucinações e hipotermia. E o meio da tarde vira noite. Até o inimigo romano admite, na boca do centurião: “Esse aí era mesmo um filho de Deus”. O véu do templo se rasga. Ele brada: “Está consumado”. Seus olhos, decerto já anuviados, vêem pela última vez num momento as mulheres que choram a seus pés. Seu coração sente saudade dos discípulos covardes que fogem. E não fugiria também eu?
Sexta-feira e eu estou perdida no meio da multidão que volta para casa depois do espetáculo. Trago no coração o luto de quem perdeu alguém querido. A revolta de alguém traído pela justiça, pela política, pela religião. Trago as marcas de quem foi moído pela mentira, de quem foi oprimido porque não tinha nem um tostão furado. Trago a dor de quem foi impedido de entrar porque não tinha a roupa adequada. Sentimentos de sexta-feira. Dor de cruz.
A sexta-feira é o túmulo do ente amado que se foi. A sexta-feira é a bala perdida que leva um inocente sem explicação. A sexta-feira é uma criança morta por bandidos no meio da cidade, sem que haja proteção. A sexta-feira são crianças iludidas com a promessa de uma vida melhor e feitas escravas num mundo onde supostamente não havia escravos... A sexta-feira é a fome no mundo, as guerras, a corrida armamentista, as armas de destruição em massa, o terrorismo em nome de Deus. São as doenças de gente: a aids, o câncer, a dengue, a meningite. E, por que não?, as doenças de bicho: a gripe aviária, a febre aftosa, a raiva... São todas as coisas que fazem a criação de Deus chorar e gemer. Porque sexta-feira é morte, é paixão, é dor, é angústia. É o sentimento de impotência que nos invade diante da tragédia, da perda, da doença, do inexplicável... É a noite às três horas da tarde. É a crise de fé: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” É o medo da fragilidade humana diante de um diagnóstico. É a dor da fragilidade humana quando o corpo se quebra. É o silêncio que resta quando a voz, finalmente, se cala. Sexta-feira é o nó na garganta, é o fim da picada, é o fim da linha...
Talvez, por tudo isso, afinal, quase não se fala, de verdade, na sexta-feira. Tentamos negar sua existência. Falamos com alegria do final de semana, sem pensar, de verdade verdadeira, na sexta-feira. Mas ela vem ao nosso encontro e não dá pra enganar. Dizemos odiar a segunda, mas a rotina que ela proporciona na verdade nos alivia. Difícil é encarar o fim dos processos. Doído é viver, de verdade, a sexta-feira. Mas é nela que nos movemos a maioria dos nossos dias. É nela que reside o mais fundo efeito do pecado humano. Por causa da sexta-feira é que vemos nos noticiários mais eventos ruins do que bons. Por causa da sexta-feira, por causa da morte e do pecado que levou a ela, de repente estamos nós, seres humanos, ameaçados de extinção pelo aquecimento global...
E talvez, por tudo isso, afinal, muita gente tenha perdido a esperança. Muita gente tenha entregado os pontos. Muita gente descrê. Vai para casa como os apóstolos naquela distante sexta-feira, depois de enterrar apressadamente seu morto, com medo do que possa acontecer. Sem poder sequer chorar em público, sem oportunidade de lamentar. Sem levantar os olhos da lápide, sem lembrar a promessa. Às vezes, ao contrário, zombando dela e de sua aparente impossibilidade. Ninguém jamais voltou de lá... por que seria diferente agora?
Estamos vivendo a sexta-feira. Em todo o mundo, é sexta-feira e sempre será, enquanto a morte existir e todas as suas forças reinarem nas vidas humanas perdidas, sem esperança. Mas o problema dos cristãos é exatamente esse: crer contra a própria esperança... Porque nós sabemos o que os apóstolos, naquela distante sexta-feira, podiam apenas desejar; ou que ainda não estavam preparados para crer...
Apesar de hoje ser sexta-feira, como o apóstolo Paulo disse, eu creio também que “as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que há de ser revelada em nós”. Apesar de hoje ser sexta-feira, “a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus”. E, embora seja sexta-feira e a “criação esteja sujeita à vaidade, mesmo contra sua vontade”, e muito embora ela “conjuntamente, gema e esteja com dores de parto, e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gemamos em nós mesmos”, nós cremos e vivemos na “esperança de que a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus”.
Apesar de hoje ser sexta-feira, tenho fé e esperança, porque “na esperança somos salvos”. E quando eu quero duvidar, por causa do amargor das minhas sextas-feiras, me lembro da exortação de que “a esperança que se vê não é esperança; pois se alguém vê, como o espera?”. Então eu lamento, e choro e sofro, porque não posso esconder de Deus minha dor. Mas me refaço, e luto, e não me acomodo, porque “se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos”. E quando o peso da sexta-feira parece demais para mim, eu sinto que “o Espírito nos ajuda na fraqueza, porque não sabemos orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós, sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”.
Por isso, prossigo, ainda que seja sexta-feira. Meus olhos enxergam a morte, mas meu coração espera com paciência pela vida. Meu corpo experimenta a dor, mas meu coração, surpreendentemente, canta de júbilo. Minha boca se cala, mas minha alma clama. Por ser sexta-feira, meus limites me param, mas minha fé me leva além. E porque assim espero, também fico bem certa, de “que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do futuro, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
Sim, é sexta-feira, e a morte exala seu odor por toda parte. Lamentadores estão pelas praças e são muitos os que predizem tempos de desgraças. Mas eu creio. Lembro-me do servo de Deus do passado, que disse: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta. E ainda que não haja mantimento nos campos e nos currais não há gado... Todavia, eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação. Javé é a minha força, firmará os meus pés como a corça. Ele me fará andar altaneiramente...”
Sim, é sexta-feira. Mas todo o cristão sabe, e crê, e espera, e suporta. Porque ele sabe que depois de toda sexta-feira da paixão há um tempo de espera confiante. Talvez demore um pouco, talvez o sábado se alongue. Mas não é sem fim. Depois de toda sexta-feira da paixão, há sempre uma manhã de domingo. E depois de todo o choro, alguém de branco virá e dirá: “Por que procuras entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou...” Sim, ainda é sexta-feira. Enquanto eu estiver neste mundo tão cheio de dores, viverei esta sexta-feira. Mas “eu sei que o meu redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida esta minha pele, então na minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei ao meu lado, os meus olhos o contemplarão.”
Sim, hoje é sexta-feira. E o meu caminho é o de consolar os que vivem a dor desta sexta-feira. É caminhar ao lado dos que aguardam o domingo da ressurreição. Tenho diante dos olhos, dentro do coração, a memória de todos os que me esperam lá. E nos veremos de novo, daremos braços e abraços, vamos rir e chorar de emoção. Esvaziaremos os odres da saudade, nos despiremos de nossa mortalidade para nos cobrir com as vestes reais da eternidade. Todos os motivos para chorar serão queimados nas brasas vivas do altar de Deus. Todas as lágrimas serão extintas. Todos os crimes e erros serão de uma vez por todas superados, julgados e esquecidos. Vou recuperar o que perdi e sei que jamais perderei novamente. Essa certeza me fortalece para esperar.

Sim, hoje é sexta-feira, Senhor, mas não para sempre. Estou aqui, do lado de fora deste túmulo, e esperarei. A hora certa há de chegar. Estarei pronta e meu coração já antecipa a euforia, ainda que eu chore. É sexta-feira, Senhor... Eu preciso te encontrar, para viver contigo, como diz uma canção popular, “como um dia de domingo”. Vem, Senhor, transforma esta sexta-feira em domingo de ressurreição!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Liturgia do culto das crianças


Tema: É primavera... e Deus plantou um jardim...
Adoração
Acolhida (feita por dois adolescentes)
Leitor/a: Queremos que a graça e a paz de Deus sejam com todos vocês. Nós estamos alegres por estar na casa do nosso Pai e queremos fazer um culto a Ele tão bonito, com as cores da primavera que Ele faz para nós, todos os anos...
Leitor/a: Abra seu coração nesta noite, pois Jesus falou que somente aquele que se tornar como uma criança pode entrar no Reino de Deus.
Leitor/a: Queremos cantar, orar e louvar com nossas crianças, lembrando que o mundo começou quando Deus fez um jardim e depois vinha passear nele, junto com Adão e Eva, todas as tardes.
Leitor/a: Rubem Alves disse: “Eu acho que Deus, ao criar o universo, pensava numa única palavra: Jardim! Jardim é a imagem de beleza, harmonia, amor, felicidade. Se me fosse dado dizer uma última palavra, uma única palavra, Jardim seria a palavra que eu diria." Vamos louvar a Deus cantando um hino do Hinário que nos faz lembrar do Jardim:
Cântico: Jardim de Oração (Hinário...)
(Enquanto o hino é cantado, as crianças entram e vão colocando flores no altar, vasinhos e também brinquedos, representando suas ofertas a Deus)
Leitura Bíblica (por um/a adulto/a): Gênesis 2.4-17
Confissão
Leitor/a: Mas Deus continuou sonhando com seu Jardim. Rubem Alves escreve assim: “Percebi que a Bíblia Sagrada é um livro construído em torno de um jardim. Deus se cansou da imensidão dos céus e sonhou... Sonhou com um... jardim. Se estivesse feliz lá no céu, não teria se dado ao trabalho de plantar um jardim. A gente só cria quando aquilo que se tem não corresponde ao sonho. Todo ato de criação tem por objetivo realizar um sonho. E quando o sonho se realiza, vem a experiência de alegria. Nos textos de Gênesis está dito que, ao término do seu trabalho, Deus viu que tudo era muito bom. O mais alto sonho de Deus é um jardim.”
Leitor/a: Mas acontece que o ser humano desobedeceu ao mandamento de Deus. Tornou-se egoísta e, desta forma, destruiu a beleza do Jardim, deixou de apreciar a vida que Deus tinha lhe dado... Por isso há hoje crianças que estão abandonadas, sozinhas, que sofrem, que não podem brincar, que não têm família. Todos os dias, acontecem coisas que querem roubar a nossa alegria...
Teatro: Ladrão de alegria
Leitura (por um jovem): Zacarias 8.4-6
Leitura (por um juvenil): Isaías 11.6-9
Leitura (pelo/a pastor/a): Apocalipse 21.1-4
Leitor/a: Deus promete perdão e restauração para a vida de todas as pessoas. As crianças de nossa comunidade, de nossa cidade e do mundo inteiro são os frutos das promessas de Deus. E hoje elas vão proclamar o perdão de Deus sobre nós, dando-nos pequenos cartões floridos. (As crianças entram, vestidas de flores, abelhas e joaninhas, distribuindo cartões, enquanto passa no telão o vídeo “Somos um jardim” (Daniel de Souza) com fotos delas).
Louvor
Cântico das crianças (coord. Tia Jane)
Ministério de Louvor
Leitor/a: A primavera, com suas flores, alegria e cores, nos convida às atividades que fazem bem ao corpo e ao coração, como os esportes, por exemplo... E até nisso podemos louvar a Jesus, pela energia que Ele coloca nos corpos de nossas crianças, para sorrir, brincar, se divertir e prestar honra e louvor a Ele. Vamos acolher nossas crianças numa coreografia especial.
Coreografia infantil
Edificação
Mensagem: Pra. Hideide Brito Torres (A lagarta e a borboleta)
Coral
Bênção Final e Encerramento com oração especial pelas crianças

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (liturgia elaborada por mim em 2004)


* Eu entendo as diversas opiniões sobre o tema da unidade, mas, no fim... tive experiências boas nesta área quando era pastora no Espírito Santo. E eu prego onde a oportunidade aparece, então... Segue a liturgia de um lindo culto, que realizamos em Vitória, em 2004. Até representantes de igrejas não dadas ao movimento, como batistas e Maranata, havia. Foi uma linda noite. Embora eu não seja militante específica de nenhuma linha da Igreja, pois sou metodista acima de tudo, não posso negar, como metodista, que o Reino é maior do que a Igreja. Quem gostar, pode usar. Quem não gostar, por favor, respeite. "Acima de tudo, o amor" (Agostinho).

Se alguém me ama, observará a minha Palavra e o meu Pai o amará (João 14.23)

Acolhida
Canto de Entrada: Estamos aqui, Senhor!
(Enquanto a assembleia canta, os celebrantes entram e uma pessoa coloca sobre o altar um tecido branco)

Litania da paz (Alexandre Filordi)
Celebrante: Ouvi os muros das cidades clamarem por paz. Quem poderia ouvi-los?
Todos: O Deus da paz é quem ouve todo clamor pela paz.
Celebrante: Vi muitas vidas sendo oprimidas por mãos invisíveis de um poder sem coração. Quem há de libertá-las para a dança da leveza?
Todos: O Deus libertador é quem pode libertá-las e, com justiça, julgar os opressores.
Celebrante: Provei do amargor das bocas que, durante muito tempo, não têm o que comer e beber! Quem lhes porá mel nos lábios do corpo e da alma?
Todos: O Deus da doçura e do Pão da vida lhes sustentará.
Celebrante: Senti no corpo a agonia das dores que muitos, pelas guerras, conflitos e violência, têm sobre si! Quem será o bálsamo para esta dor?
Todos: O Deus da misericórdia e graça seja cura para toda dor.
Celebrante: Seja Deus a eterna marca de nossa transformação!
Todos: Seja assim, amém!

Entrada da Bíblia

Cântico: Um só rebanho (José Ilídio Freire/Lelia Naly Morris)
(Pessoas entram com a Bíblia e a colocam sobre o tecido branco, aberto, no altar)

Litania das cores da paz (Hideide Brito Torres)

(à medida em que a litania é lida, pessoas vão ao altar e fazem com suas mãos marcas coloridas de tinta no tecido branco)
Celebrante: A paz não é feita só do branco das bandeiras de cessar-fogo. Nossas mãos a constróem no gesto amigo, no amparo afetuoso, na acolhida generosa, no perdão concedido. Sob a Palavra de Deus, que nos inspira e fortalece, queremos ser os que Cristo chamou de bem-aventurados: os pacificadores, os filhos de Deus!
Todos: Queremos fazer a paz com a cor da terra e de seus frutos, para que ninguém passe fome! (uma pessoa faz as marcas marrons no tecido do altar)
Celebrante: Queremos fazer a paz entre as etnias dispersas pelo preconceito (pessoas fazem marcas pretas, amarelas, vermelhas e rosadas no tecido do altar).
Todos: Queremos fazer a paz preservando a água dos rios e mares, pois a natureza também precisa de paz em meio à depredação do meio-ambiente (uma pessoa faz marcas azuis no tecido do altar).
Celebrante: Queremos fazer a paz nas relações entre os países, de modo que os que detêm mais recursos financeiros possam lembrar-se dos empobrecidos (uma pessoa faz marcas verdes no tecido do altar).
Todos: Queremos fazer a paz dentro de nossa casa, para que resplandeçam como o sol os rostos de nossos filhos e filhas, alegres e protegidos da violência em todas as suas manifestações (uma pessoa faz marcas amarelas no tecido do altar).
Celebrante (Elevando em suas mãos o tecido manchado de cores): Dizem que o branco é a soma de todas as cores. Se assim é, por isso o branco simboliza a paz e a justiça. Pois só na convivência fraterna de todas as pessoas, na variedade de cores de suas capacidades, desejos e necessidades, em respeito e afeição, é possível conhecer a paz. Tendo em mente o mandamento de Jesus pelo amor e unidade, oremos.
Todos: Cristo ressurreto e vivo, que da escuridão da morte saíste para resplandecer como o sol da vida, Te louvamos porque o desejo de nosso coração encontra amparo na dinâmica de teu Espírito, que nos fortalece e nos anima. Espírito Santo, que com o brilho do fogo rompeste os limites das línguas para unir os povos num mesmo louvor, Te louvamos porque podes nos conduzir a romper todas as barreiras da inimizade. Deus Santo, Criador e Sustentador da Criação, que com tanta variedade fizeste tudo o que há no mundo, Te louvamos por nos mostrares que o respeito na diversidade é uma das origens da paz. Amém.

3. Confissão

Litania de Confissão

Leitor 1: João 14.23
Celebrante: Senhor, deixa-nos recordar teus mandamentos para a paz, os quais, muitas vezes, não temos cumprido.
Leitor 2: Deuteronômio 15.7-8
Todos: Senhor Deus, protetor dos pobres, perdoa nossa falta de solidariedade.
Leitor 3: Mateus 5.22-24
Todos: Espírito Santo, que sondas os corações, perdoa a dureza de nosso coração.
Leitor 4: Mateus 6.19-21
Todos: Jesus Cristo, amigo dos simples, perdoa nossa ganância e orgulho.
Celebrante: Senhor Jesus, abre nossos olhos para ver; nossos ouvidos para ouvir; nosso coração para sentir; nossas mãos para ajudar. Cumpra em Tua Igreja e no mundo teu projeto de amor e paz nas relações humanas. Queremos ser instrumentos, não um estorvo à Tua paz. Por isso, confessamos os pecados, omissões e desculpas; recebemos Teu perdão que é sem reservas, e damos um passo de fé na direção do Senhor.
Todos: Amém.
Cântico de Confissão: Dona Nobis Pacem (Tradicional)

4. Leituras Bíblicas (do segundo dia)
Cântico: (Paz, paz de Cristo; paz, paz que vem do amor, te desejo, irmão. Paz que é a felicidade de ver em você, Cristo, nosso irmão. Se algum dia na vida, você de mim precisar, saiba que eu sou seu amigo, pode comigo contar. O mundo dá muitas voltas, a gente vai se encontrar, quero nas voltas da vida a sua mão apertar.)

Leitor 1: Deuteronômio 7.6-8: Quando Deus escolhe alguém para estar a seu serviço e ser sinal do seu amor, o Senhor o faz movido, ele mesmo, pelo amor maior. Não devemos fazer menos do que isso, nós que somos alvo desse amor. Devemos amar uns aos outros, na busca da unidade e da paz, como sinaleiros de Deus no mundo.
Todos: Somos cooperadores contigo, ó Deus, para sinalizar a paz no mundo.
Leitor 2: Salmo 25(24) 4-10: Os caminhos de Deus são caminhos de paz. Mas são exigentes, pois não aceitam menos do que a mesma aceitação de uns para com os outros para estarmos juntos nesses caminhos. Conhecê-los e comprometermo-nos com esses caminhos: eis a urgência do chamado à paz!
Todos: Traze-nos de volta, Senhor, quando nosso olhar se desviar do nosso irmão, para não ver seu sofrimento ou seu valor, deixando assim de fazer a paz prevalecer nas relações humanas.
Leitor 3: Lucas 15.11-32: O Pai celeste espera que seus filhos reconheçam o seu amor. Os perdidos, que retornem ao lar. Os legalistas, que vejam que o serviço do Reino não é por obrigação ou mero senso de dever, mas com amor e abnegação.
Todos: Perdoa, Senhor, por queremos apenas os benefícios do teu Reino, desperdiçando os talentos da vida que nos dás. Perdoa-nos também por querermos ser melhores do que outros. Dá-nos a virtude do equilíbrio, para sabermos promover e manter a paz.
Celebrante: Se amamos a Jesus, observaremos sua Palavra e dela seremos ativos praticantes.
Todos: Senhor, guardamos no coração a tua palavra, para não pecar contra ti.

Reflexão


5. Orações da comunidade
Celebrante: (texto de Luiz Carlos Ramos): Do fundo de nossos desencontros, nós te buscamos, ó Deus. Em ti encontramos a paz.
Todos: Porque Tu és a nossa paz.
Celebrante: Em ti encontramos amor.
Todos: Porque Tu és o Deus de amor.
Celebrante: Em ti encontramos a vida.
Todos: Porque és a nossa vida. Amém.
Leitor 5: Façamos nossos pedidos ao Pai, Filho e Espírito Santo, que na unidade da Trindade nos mostram o vínculo da mais profunda comunhão e paz. Sob a inspiração da fé trinitária, possa a Igreja de Cristo no mundo, em suas diversas manifestações e talentos, expressar a mesma paz.
Todos: Recebe nossa oração, Senhor, e usa nossas mãos na promoção da paz.
Leitor 5: Dentro de nossos lares, Senhor, brilhe a luz do Teu amor para que a paz seja alcançada. Pais e filhos, mães e filhas, maridos e esposas sejam alvo da Tua serenidade e de Teu afeto, para que haja paz nos lares.
Todos: Acolhe, Senhor, nossa oração e faz-nos filhos e filhas da paz.
Leitor 5: Dá-nos, Senhor, a capacidade de trocar as muitas palavras duras que às vezes proferimos, por uma única palavra ou gesto que seja sinal de tua paz por onde nós andamos.
Todos: Senhor, fazei de nós instrumentos da tua paz.
Celebrante: Na intimidade do Deus que nos chama a fazer parte de Sua família e com ele estar em relação filial, oramos, como Cristo, nosso irmão maior, nos ensinou.
Todos: Pai nosso, que estás no céu...

6. Coleta e abraço da paz
Celebrante: A paz acontece nas relações entre pessoas. Se não há conflito, mas também não há relacionamento, também não existe paz, apenas indiferença. O gesto do abraço fraterno nos leva a sentir a realidade de que o outro é como eu: também deseja receber atenção, afeto e amor sincero. Sendo amigos uns dos outros, somos amigos do Cristo que abriu seus braços na cruz para acolher em amor toda a humanidade. As igrejas se abraçam na antecipação do Reino eterno, onde a paz, por fim, reinará!
(As pessoas se abraçam em sinal de acolhida mútua)

Liturgia - Abril, mês das vocações (Antiguinha, mas pode ajudar!)

Tema: O corpo da missão – a respeito do mês das vocações (Abril)

Cântico: 431 (Hinário Evangélico)

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 12.12-18

Ministério de Louvor

Meditação: Missão em todos os sentidos

Dirigente: Neste mês das vocações, falamos muito sobre missão, chamado, convocação, vocação. Todos os membros do corpo de Cristo são chamados a participar dessa missão, que é de Deus, mas à qual ele nos convida. Nossas mãos fazem missão em nome de Jesus quando servem, quando acalmam, quando sustentam, quando curam. (TER UM QUADRO E COLOCAR AS FIGURAS RECORTADAS - A MÃO)
Leitor 1: Lucas 4.40
Dirigente: Nossos pés fazem missão quando saímos de nossas posições, de nossas posturas, de nossos lugares, e vamos até onde estão os carentes de roupa e de salvação, os famintos de fome e de Deus, os paralíticos de corpo e de alma, a fim de atender a cada um conforme sua necessidade e o chamado divino que nos constrange. (COLOCAR O PÉ)
Leitor 2: Isaías 52.7
Dirigente: Nossa boca faz missão quando anuncia a Palavra de Deus, quando dela saem palavras que denunciam o mal, o pecado e a opressão. Quando emitem cantos de alegria ou de dor, de adoração e de serviço... Quando declamam as palavras da justiça e trazem ao povo a mensagem da salvação! (COLOCAR O DESENHO DA BOCA)
Leitor 3: Salmo 78.1-2
Dirigente: Nossos ouvidos fazem missão quando se inclinam para ouvir a dor e o sofrimento do povo que padece. Quando se abrem para ouvir aos mandamentos de Deus. Quando estão atentos ao que acontece ao redor, para melhor discernir os tempos. Deus nos deu dois ouvidos pois sabia que há muito mais a se ouvir, antes de se emitir pela boca a palavra da sabedoria. Ouvindo e ouvindo com amor, nossos ouvidos fazem missão. (COLOCAR OUVIDOS)
Leitor 4: Isaías 6.8
Dirigente: Nossos olhos fazem missão quando veem a realidade e dela extraem a visão de Deus para o tempo presente. Quando oram de olhos abertos, sem se alienar do mundo ao redor. Quando transmitem esperança para os que procuram neles a cura para os males. Nossos olhos fazem missão quando são os olhos de Deus sobre a terra, procurando a ovelha perdida. Nossos olhos fazem missão quando percebem e enxergam o tempo de Deus. (OLHOS)
Leitor 5: João 4.35
Dirigente: Nossa mente e coração fazem missão quando planejam o que deve ser feito para alcançar as pessoas. Quando meditam na palavra procurando profundidade de vida e de pensamento. Quando se preocupam com o bem-estar e a vida plena do próximo. Nossa mente faz missão quando é a mente de Cristo, transformada e regenerada. Nosso coração faz missão quando se condói e se abre àquele que é carente da graça divina. Mente e coração são uma coisa só na missão, não há separação entre racionalidade e emoção. Ambas se integram para gerar saídas, abrir caminhos. Coração e mente fazem missão porque sinalizam o amor e a graça de Deus a todas as pessoas. (CORAÇÃO)
Leitor 6: 1 Coríntios 14.26
Dirigente: A espiritualidade da nossa vida não é algo isolado do nosso dia-a-dia. A maneira como nos portamos a todo o tempo testemunha a favor ou contra a missão de Cristo. Somos chamados a ser um corpo porque esta comparação nos fala de cooperação, integração, unidade, propósito... O corpo funciona porque não questiona a si mesmo, mas age a favor do membro que necessita naquele momento. A boca fala o que a mente pensa; as mãos fazem o que o restante do corpo requer... Nosso corpo faz missão. Que faça bem-feito. Que faça por inteiro, que faça de corpo e de alma! (COLOCAR O DESENHO DE UMA PESSOA POR INTEIRO)

Oração final

O povo do coração aquecido

“O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17, Habacuque 2:4, Gálatas 3:11, Hebreus 10.38) Uma experiência de mais de um dia John Wesley era um jov...